quinta-feira, 16 de maio de 2019

Competição e concorrência feminina


Relacionamentos humanos são difíceis isso é um fato. A nossa natureza naturalmente pecaminosa e egoísta precisa ser submetida diariamente a Cristo se desejarmos refletir Sua vida em nós. 
O que acho interessante e que venho observando cada vez com mais atenção é o comportamento de nós mulheres em relação umas às outras e confesso, na maioria das vezes, sempre acabo chocada com o que vejo. 

Neste vasto mundo de mídias e redes sociais ficou ainda mais claro como as mulheres se comportam em relação umas às outras. Como se já não fosse bastante a luta da mulher para ser reconhecida, não menosprezada ou tratada como objeto pela sociedade masculina percebemos uma luta ainda maior entre as próprias mulheres. 

Quantas vezes você já sofreu comentários negativos vindo de outras mulheres? Quantas vezes outras mulheres viraram os olhos quando observaram o seu jeito de lidar com a maternidade? Quantas vezes você observa a forma como outras mulheres te olham de alto a baixo julgando sua maneira de vestir? E quantas vezes você já foi essa mulher que julga, critica e condena outra mulher? 

Deus planejou os relacionamentos humanos. Ele planejou o relacionamento entre homem e mulher desde o Éden (Gn 2.18), mas também enfatizou o valor de uma amizade e dos relacionamentos humanos (Pv. 18.1). 

Por isso me pergunto onde nós, mulheres, nos perdemos nesse caminho?

Se olharmos para Bíblia vamos notar vários exemplos de amizade fiel e da competitividade feminina e a consequência delas. Escolhi dois deles para comentar aqui com você. 
Vejamos o primeiro exemplo – Lia e Raquel. Duas irmãs que viviam situações extremamente difíceis, mas que escolheram competir entre si ao invés de apoiarem-se mutuamente. Lia lutava pela falta de amor em seu casamento e Raquel lutava com o fato de não poder ser mãe.  
Elas tinham tudo para desenvolver laços forte de amizade e compreensão uma dando suporte a necessidade da outra e ambas orando juntas pela benção de Deus, mas ambas escolheram o caminho da rivalidade onde a consequência foi um lar totalmente construído em desarmonia. 

Por outro lado, podemos observar um segundo exemplo – Rute e Noemi. Rute teve todas as possibilidades ofertadas a ela para deixar de acompanhar sua sogra idosa e tentar reconstruir sua vida em sua terra natal com seu povo e não encarar os desconfortos de uma viuvez em uma terra distante. Ao contrário de tudo que lhe foi oferecido ela escolhe ofertar a sua sogra Noemi sua mais sincera e leal amizade. Ela se recusa a deixar que sua sogra seguisse sozinha para enfrentar as dificuldades que viriam pela frente dada as circunstâncias. Vemos uma mulher que apoia outra mulher que se preocupa em ser solidária e estender a mão. E qual a recompensa desse comportamento? Rute casou-se novamente e tornou-se nada mais do que parte da linhagem do nosso Salvador. 

Então querida amiga eu gostaria de te fazer um convite: que a partir de hoje você comece a fazer diferença na vida de outras mulheres. Que ao invés de criticar a maneira delas educarem os filhos você estenda sua mão para ajudar no que for preciso, que antes de sair comentando com outras sobre o jeito de uma mulher se vestir você vá até ela e aproxime-se para descobrir a causa que a faz vestir-se de modo diferente. E mais ainda respeite as diferentes opiniões; se uma mulher não pensa como você não significa que ela seja inferior ou pior que você. 
Vamos aprender a sermos uma como Cristo nos convocou a ser e não permitir que o inimigo obtenha pequenas vitórias por conta das nossas ações.

Em Cristo, Susi Lins

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