segunda-feira, 21 de março de 2011

SEXO, AMOR E CASAMENTO


Autora: Psicóloga e sexologa Carolina Mendonça
Sexo, prazer, amor. Para muitas pessoas essas três palavras não possuem ligação alguma.  Sexo pode ser apenas sexo, como fazem os animais, por exemplo.  Prazer pode ser o único objetivo do sexo ou inexistir na relação. E o amor... Ah! O amor... É querer demais! É assim que a sexualidade humana e o relacionamento amoroso têm sido vividos, como experiências separadas: ou se tem prazer ou se tem amor. Será que é demais ter prazer a dois e fazer sexo com amor?
O ato sexual é a relação íntima e física entre os corpos de um homem e de uma mulher, como expressão máxima do amor. Essa minha definição parece idealizadora, porém completamente possível.
O amor é o maior de todos os sentimentos. É ele quem sustenta o relacionamento a dois. O ideal de amor é descrito no livro bíblico de 1 Coríntios 13.
Ao pensarmos em termos anatômicos, homem e mulher são diferentes. Mas, são diferentes também no comportamento, na expressão das emoções... Assim, dizer que gente é tudo igual, só troca o sexo, é um grande erro. Aceitar as diferenças e conviver com elas é condição para o prazer sexual e completude emocional.
Para que o sexo seja feito com amor, devemos colocar o outro como prioridade "número 1" em nossa vida. A grande maioria dos casamentos acaba quando colocamos o cônjuge para escanteio ou em prioridade número 12 na nossa lista do dia-a-dia. Filhos vêm depois do cônjuge. Primeiro Deus criou o casamento, depois a paternidade. Trabalho vem depois também.
Um bom relacionamento conjugal é aquele em que ambos estão atentos às necessidades do outro. Não ache que apenas as necessidades emocionais devem ser atendidas, mas lembre-se sempre das necessidades sexuais.
A palavra “libido” se refere ao nosso apetite sexual, ou seja, ao desejo sexual que homens e mulheres possuem. Já ouvi mulheres afirmarem que se sentem tímidas, envergonhadas, por terem fome de sexo. Ora, graças a Deus pela fome que têm! É sinal de que estão vivas, saudáveis! A nossa sexualidade só acaba com a morte. Um homem ou uma mulher de 90 anos de idade continuam tendo sua sexualidade, fantasias e desejos. Nascemos assim e morremos assim. 
O sexo deve ser encarado de maneira natural. Desfrutar do corpo do outro, explorando cada parte, cada reação, cada toque é um privilégio! Sexo com amor, une o casal.
Quando o casal atinge um alto nível de intimidade sexual, não existe espaço para a vergonha, para a dúvida, nem para o medo.  Amor entre homem e mulher sem contato físico é amor de amigo, é amor de irmão. 
Temos no livro bíblico de Cantares de Salomão, um poema que celebra o amor romântico e sexual entre homem e mulher. O sexo, é ali celebrado com prazer e com amor! Salomão, o esposo, elogia e descreve todo o corpo de sua esposa, inclusive seios e vulva (que ele chama de ventre), numa narrativa belíssima. A esposa, por sua vez, se entrega a ele dizendo que já está nua para o ato (“Já despi as minhas roupas”), elogiando-o também em suas habilidades diversas.
Quando falo que sexo com amor é possível, que sexo une o casal, falo com propriedade. Um homem e uma mulher quando estão tendo relação sexual, têm em seus corpos uma explosão de hormônios liberados, dentre eles uma substância chamada Oxcitocina. Essa substância é considerada o hormônio do amor, porque dá às pessoas o sentimento de pertencerem uma à outra, dá a sensação de completude! Assim, experimentamos o que as pesquisas afirmam há tempos: sexo prolonga a vida, traz felicidade e bem estar, faz bem para a pele, para o corpo, para o cérebro... Então, a dica é: una-se ao seu cônjuge fisicamente em amor, e como conseqüência vocês estarão a cada dia em maior harmonia, nas diversas áreas do relacionamento conjugal.
Prazer a dois e sexo com amor é possível! Vivencie essa experiência de amor fantástica!

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